Minha prática cerâmica parte do princípio de que o ser humano é parte da natureza. Busco uma colaboração respeitosa com a argila, o fogo e o tempo permitindo que o processo me transforme tanto quanto eu transformo a matéria.
Inspiro-me na ancestralidade indígena e nas formas orgânicas do meu entorno. Trabalho com engobes, terra sigillata e também com a técnica de transferência de imagens sobre a cerâmica, como forma de expressar memórias, símbolos e narrativas visuais.
Cada peça é resultado de uma parceria entre intuição, matéria e o imprevisto do fogo. Mais do que objetos prontos, são vestígios de um processo vivo convites à pausa, à reflexão e à reconexão com o mundo natural.
Acredito que conhecimento guardado não serve para nada.
O verdadeiro valor do saber está em ser compartilhado, colocado em circulação e transformado em prática e consciência.
Vejo a educação como uma força libertadora e transformadora, capaz de ampliar repertórios, fortalecer a autonomia e provocar mudanças reais — no indivíduo e no mundo ao seu redor.
Visão: A educação como um caminho contínuo de crescimento, autonomia e troca.
Um ensino que une técnica, sensibilidade, ética e sentido, impactando positivamente quem aprende e o contexto em que esse aprendizado se manifesta.
Missão:
Compartilhar conhecimentos de forma generosa, responsável e acessível, buscando caminhos para que esses saberes não se percam, mas se perpetuem ao longo do tempo.
Meus cursos são pensados para formar alunos que se tornem multiplicadores, capazes de aplicar, adaptar e transmitir o que aprendem. Mais do que ensinar técnicas, o objetivo é que cada curso provoque uma transformação real no aluno — no modo de pensar, criar, produzir e se relacionar.
Acredito que bens materiais se perdem.
Já as relações, os afetos e os aprendizados permanecem.
Valores:
Flavia Pircher é ceramista e professora, mestre em Artes Visuais pela USP, com pesquisa voltada à impressão e transferência de imagens em cerâmica. Especialista em Artes Visuais pela Unicamp e em Cerâmica Gráfica Contemporânea pela Universidad Nacional de Artes Visuales (Argentina).
Construiu uma trajetória marcada por exposições internacionais, como a Bienal da América Latina (Argentina), Galeria La Pigna (Vaticano), Carrousel du Louvre (França) e Museu Nacional Menemen (Turquia).
Atua como artista convidada no Lufapo-Hub, centro de cerâmica em Coimbra (Portugal), onde ministra workshops, palestras e demonstrações. Em Lisboa, integra o Oeiras CeramicArt como Embaixadora, representando o congresso internacional de cerâmica e oferecendo workshops, palestras e demonstrações práticas.
Em 2024, recebeu a Moção de Aplausos da Câmara Municipal de Vinhedo, concedida por decreto, em reconhecimento ao incentivo e contribuição para o desenvolvimento da cerâmica na cidade.
Além da produção artística, mantém o canal Flavia Pircher no YouTube, onde ensina cerâmica gratuitamente, e compartilha conhecimento nas redes sociais com a convicção de que o saber só tem valor quando é dividido. Acredita na educação como ferramenta de transformação e defende a democratização do acesso à informação.
Conheça as ultimas coleções lançadas por Flavia Pircher
não se trata de compra e venda, mas de desenvolver juntos um trabalho que atenda às necessidades de maneira elegante e com design agradável
Minha trajetória artística é construída a partir do encontro entre matéria, processo e experiência. As exposições das quais participei — no Brasil e no exterior — fazem parte desse percurso investigativo, no qual a cerâmica se afirma como linguagem poética, cultural e sensível. Cada exposição representa um momento específico de pesquisa, diálogo e amadurecimento: com o território, com outros artistas, com o público e comigo mesma. São espaços de troca, escuta e reflexão, onde o trabalho ganha novas camadas de sentido ao ser compartilhado. As obras apresentadas nesses contextos abordam temas como memória, identidade, território, ancestralidade, tempo e transformação, explorando a cerâmica para além do objeto, como experiência e discurso. Nesta página, reúno as exposições coletivas e individuais das quais participei ao longo dos anos, como registro de uma prática em constante construção — viva, aberta e em movimento.